“O barato sai caro”, todo mundo já ouviu esse ditado alguma vez na vida, né? Mas na refrigeração industrial, essa frase deixa de ser clichê e vira advertência séria. A gente vê isso acontecer com uma frequência preocupante, na tentativa de economizar no investimento inicial, o cliente acaba instalando um sistema que vai sangrando dinheiro todo mês na conta de luz.
E não estamos falando de valores pequenos. Para colocar isso em perspectiva, nosso time fez um estudo comparativo em uma câmara de congelados de grande porte (20m de comprimento, 15m de largura e 10m de altura). A diferença entre um projeto bem feito e um “econômico”? R$ 160 mil por ano só de energia elétrica. Sim, você leu certo. Cento e sessenta mil reais. Todo ano.
Vamos destrinchar isso e mostrar onde mora o problema e como corrigi-lo.
O cenário do “vamos economizar aqui”
Pense comigo: uma câmara projetada apenas olhando o menor preço do mercado. Como ela fica?
- Isolamento: EPS (isopor) comum, aquele mais básico;
- Área externa: Produção e antecâmara sem climatização nenhuma, ar quente e úmido entrando direto toda vez que alguém abre a porta;
- Portas: Manuais, sem nenhuma barreira adicional;
- Equipamentos: Unidades condensadoras comerciais simples, dessas de mercadinho, com eficiência baixa (COP 0,94).
Nesse cenário, a carga térmica explode. O isolamento não segura direito, a infiltração de ar é brutal, e o sistema fica trabalhando no limite o tempo todo só pra manter a temperatura. Custo anual estimado: R$ 248 mil. Dói, né?
Agora vamos virar o jogo
Pegamos exatamente a mesma câmara e começamos a aplicar engenharia de verdade. Não estamos falando de luxo, mas de inteligência no projeto. Vamos por partes:
1. Isolamento e dlimatização
Primeiro passo: trocar o EPS por PIR (poliisocianurato), que é um isolante muito mais eficiente. Além disso, climatizar a expedição e a antecâmara. Parece óbvio, mas muita gente ignora isso.
O impacto? Redução de 22% na carga térmica logo de cara.
2. Gestão Inteligente das Portas
Aqui entra uma combinação que funciona absurdamente bem, portas rápidas automáticas + cortinas de PVC. Pode parecer detalhe, mas segundo a ASHRAE a cortina de PVC é uma das barreiras mais eficazes contra infiltração de ar.
O resultado? Queda de quase 70% no calor por infiltração, gerando uma economia adicional de 14% na carga térmica total.
3. Equipamentos que fazem diferença
Saímos daquelas unidades comerciais básicas e entramos com equipamentos industriais de verdade, no caso, a Linha SKADI da Frigocenter. No cenário otimizado, usamos compressores com tecnologia Scroll e EVI (Enhanced Vapor Injection).
O EVI é praticamente um turbo pro compressor. Ele injeta vapor no meio do ciclo de compressão, aumentando a capacidade e a eficiência do sistema. O ganho? Mais de 27% de melhoria no COP. Somando tudo, a eficiência energética do sistema salta mais de 50%.
As contas finais (que são as que importam)
Aplicando todas essas otimizações, saímos de um custo anual de R$ 248 mil para R$ 89 mil.
Economia de 64%. Ou, em outras palavras são R$ 160 mil por ano que ficam no caixa da empresa em vez de ir pra concessionária de energia.
A conta que realmente fecha
Sim, fazer o projeto certo custa mais no início. Painéis PIR são mais caros que isopor. Portas rápidas têm seu preço. Equipamentos industriais não são baratos. Mas sabe o que acontece? O investimento adicional se paga em 2 a 3 anos só com a economia de energia. Depois disso, é lucro puro entrando. E estamos falando de equipamentos que vão durar de 15 a 20 anos. Agora faz a conta ao contrário, se você economizar R$ 50 mil no projeto inicial e gastar R$ 160 mil a mais por ano em energia, em quanto tempo você jogou dinheiro fora?
O recado final
Uma câmara fria mal dimensionada não é só ineficiente. Ela é um passivo que corrói a lucratividade do negócio silenciosamente. Antes de aprovar aquele orçamento tentador de tão barato, pense, quanto isso vai me custar nos próximos 10 anos?
Aqui na Frigocenter a gente vende projeto inteligente, eficiência energética e rentabilidade a longo prazo. Porque no fim das contas, refrigeração não é custo é investimento. E investimento tem que dar retorno.
Quer mergulhar nos números? Temos um vídeo completo no canal com todos os cálculos detalhados desse estudo de caso.



